Deputada Geovania de Sá

Deputada Geovânia de Sá discursa sobre violência, disparidade salarial e participação das mulheres na política





Deputada Geovânia de Sá discursa sobre violência, disparidade salarial e participação das mulheres na política



A deputada federal Geovânia de Sá (PSDB/SC) proferiu discurso em defesa das mulheres nesta quinta-feira, 5, na Câmara dos Deputados. Em tarde dedicada às parlamentares, onde a mesa diretora foi comandada pelas deputadas como forma de lembrar o Dia Internacional da Mulher que será comemorado no próximo domingo, Geovânia aproveitou o espaço para refletir sobre os avanços e questões que ainda devem ser revistas para buscar a igualdade.  Segundo a deputada, a luta e o sofrimento das mulheres ao longo da história, conseguiu mudar a visão da sociedade e tirou delas o papel de coadjuvantes. “A mulher deixou de ser uma figura decorativa escondida atrás de um homem para se tornar um ser humano, com acertos e falhas, mas digna de merecimentos por sua capacidade resolutiva a frente de qualquer setor da sociedade, sem deixar de ser mãe, avó, esposa, amiga ou companheira”, destacou a deputada em seu discurso.

Ainda conforme a parlamentar, esse espaço representado pela figura feminina na sociedade é irreversível, mas há pelo menos três pontos que necessitam de atenção especial e trabalho conjunto para que sejam equacionados. A primeira questão citada pela deputada é a diferença salarial entre homens e mulheres. “Por que mesmo executando a função equivalente, muitas vezes com mais propriedade, o salário das mulheres ainda é menor do que o dos homens?”, questionou Geovânia, acrescentando que “o último levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a mulher brasileira ganha quase 27% a menos que o homem e que em Santa Catarina, a diferença sobe para quase 36%”.

Outro levantamento trazido pela parlamentar em seu discurso é sobre os avanços da Lei Maria da Penha, mas que são maculados por notícias diárias de violência contra as mulheres.  “A Lei Maria da Penha auxilia e muito nossas mulheres, mas infelizmente no Brasil ainda contabilizamos 4,4 assassinatos a cada 100 mil mulheres, número que coloca o país no 7º lugar no ranking mundial. A Lei existe para ser cumprida, mas ainda há muita impunidade”, afirmou a deputada.

A participação na política, conforme Geovânia de Sá, também é mais um contraste visível entre homens e mulheres no Brasil. “Desde 1932, quando ganharam o direito ao voto, as mulheres vêm abrindo espaço, mas de forma muito tímida”, disse a parlamentar, que para ilustrar a afirmação trouxe os números da Câmara Federal. “Em um universo de 513 parlamentares, somos apenas 51 mulheres, não chegamos a 10% do número total de deputados. Em Santa Catarina somos apenas duas representantes e em 83 anos de participação feminina, fui a primeira mulher eleita no sul catarinense. No Brasil, estados como Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba e Sergipe não elegeram uma única mulher nesta legislatura”, apontou Geovânia, lembrando da obrigação legal de 30% das candidaturas serem destinadas às mulheres, mas questionando sobre a real vontade de que essas mulheres sejam eleitas.  “Que as comemorações do dia 8 de março sejam bem-vindas, mas que junto com elas possamos refletir e sobretudo agir para que as mulheres sejam definitivamente respeitadas”, concluiu a deputada federal.






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